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Full text of "Diversidade de himenopteros parasitoides na estaçao ecologica de jatai, luiz antonio, sp, brasil"

HIMENÓPTEROSPARASITÓIDESDA MATA ATLÂNTICA. II. NÚCLEO GRAJAÚNA, 
RIO VERDE DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA JURÉIA-ITATINS, IGUAPE, SP, BRASIL* 

N .W . Peri oto, R .1 .R . L ara, A . Sei egatto 

DepartamentodeDescentralizaçãodoDesenvol vi mento, APTA Regional Centro-Leste,LaboratóriodeBioecologia 
eTaxonomiadePredadoreseParasitóides, Rua Peru 1472-A,CEP 14075-310, Ri beirão Preto, SP, Brasil. E-mail: 
nperioto@aptaregional.sp.gov.br 



RESUMO 

Foram coletad os 7.684 espéci mesde hi menópteros parasitói d es pertencentesa 26 famíl ias em 
uma áreadeflorestaombrófiladensa no NúcleoGrajaú na, Rio Verdeda Estação Ecológicajuréia- 
Itatins (24í31'06" S/ 47ei2'06" O), localizado em Iguape, SP, em maio de 2002. Braconidae, 
Scelionidae, Diapriidae, Eulophidae, Ceraphronidae, Platygastridae, Ichneumonidae, Figitidae, 
Encyrtidae, BethylidaeeM ymaridae foram asfamíl ias maiscomuns, com abundância ráativade 
27,5%, 18,8%, 11,3%, 8,6%, 7,0%, 6,5%, 4,5%, 3,9%, 3,5%, 2,5%e2,0%respecti vãmente. Qui nzefamíl ias 
apresentaram frequências relativas menor que 2,0%. 

PALAVRA S-CHAVE:Abundanci a, Hymenoptera, levantamento, Mata A ti anti ca, parasitóides. 



ABSTRACT 

SURVEY OFTHE HYMENOPTEROUS PARASITOIDS (INSECTA: HYMENOPTERA) FROM 
THE NÚCLEO GRAJAÚNA/ RIO VERDE OF THE ESTAÇÃO ECOLÓGICA JURÉIA-ITATINS, 
IGUAPE, SP, BRAZIL. A total of 7,684 specimens bel onging to 26familiesofParasiticHymenoptera 
werecollected intrailsinsideNúcleoGrajaúna, RioVerdeoftheJuréia-ltatinsEcological Reserve 
(24 e 31'06"S/ 47 B 12'06"O),locatedinanareaoftheAtlanticForestinlguape,SP,Brazilduringmay 
2002. Braconidae, Scelionidae, Diapriidae, Eulophidae, Ceraphronidae, Platygastridae, 
Ichneumonidae, Figitidae, Encyrtidae, Bethylidaeand Mymaridaewerethemostcommonfamilies, 
with relativeabundanceof 27.5%, 18.8%, 11.3%, 8.6%, 7.0%, 6.5%, 4.5%, 3.9%, 3.5%, 2.5% and 2.0% 
respectively. Fifteenfamiliespresented therelativefrequency lowerthan 2.0%. 

KEY WORDS: Abundance, Atlantic Forest, Hymenoptera, parasitoids, survey. 



INTRODUÇÃO 

A MataAtlânticaéconsideradaurndosbiornasde 
maior biodiversidade do planeta; étambém um dos 
mais ameaçados e sua conservação é considerada 
prioritária dada a pressão antrópica a que está sub- 
metido. Este bi orna cobri a original mente uma área de 
maisdeum mil hãodekm 2 ; aval ia-sequemenosde8% 
da M ata Atlântica existentequando da chegada dos 
colonizadores ao Brasi I esteja preservada, oqueindi- 
caquequaseatotalidadedesuavegetação natural foi 
perdida sem que sua fauna tenha sido ao menos 
satisfatoriamente conhecida. Aquele bioma abriga 
ainda parcela significativa da diversidade biológica 
do Brasil, com altíssimos níveis de endemismo Insti- 



tuto Socioambiental, 2005) e, no Estado de São Paulo, 
boa partedeseus remanescentes está sob proteçãoda 
Secretaria de Estado do M eio A mbiente, cujas unida- 
des deconservação a el a pertencentes correspondem 
a apenas 2% da área remanescente. 

Em função da devastação acentuada queo bioma 
da M ata Atlânti cavem sofrendoéurgenteoestudode 
suafau na. Os hi menópteros parasitóides são degran- 
de importância biológica, ecológica e económica e 
apresentam alta biodiversidade CaSalle & Gauld, 
1991); estes insetos participam de mais de 50% das 
cadáas ai i mentares deambi entes terrestres como de 
florestas úmidas (LaSalle & Gauld, 1991). Este estu- 
doteveporobjetivodocumentarariquezadeespécies 
de himenópteros parasitóides presentes no Núcleo 



*Este artigo apresenta partedos resultados do projeto "Riqueza ediversidadedeH ymenopterae Isoptera ao longo de 
um gradiente latitudinal de Mata Atlântica -a floresta úmida do lestedo Brasil "apoiado pela Fundação de Amparo à 
Pesquisado EstadodeSãoPaulo(FAPESP) no âmbitodoProgramaBIOTA/ FAPESP-OInstitutoVirtualdaBiodiversidade 
(proc. FAPESP n298/ 05083-0). 



Arq. Inst. Biol., São Paulo, v. 72, n.l, p. 81-85, jan./ mar., 2005 



82 



N.W. Periotoet ai. 



Grajaúna, Rio Verde da Estação Ecológica Juréia- 
Itatins, localizado em Iguape, SP. 

Em estudosseme! hantes para áreasdeM ata A ti an- 
ti ca, Azevedo & Santos (2000) relacionaram a presença 
de 30 famílias de vespas parasitóides na Reserva 
Biológica de Duas Bocas, noMunicípiodeCariacica, 
ES; Azevedo et ai. (2002) encontraram 28 famílias e 
reconheceram 47 géneros de himenópteros 
parasitóides em estudo realizado no ParqueEstadual 
da FonteGrande, em Vitória ESePERioroet ai. (2003) 
relataram a presençade23famíliasdehimenópteros 
parasitóides no N úcleo Piei nguaba do Parque Esta- 
dual da Serra do M ar, em U batuba, SP. 



MATERIAL E MÉTODOS 

As coletas foram realizadas em área de floresta 
ombrófila densa (24S31'06" S/ 47S12'06" O) no N ú- 
cleoGrajaúna,RioVerdedaEstaçãoEcológicaJuréia- 
Itatins (2423r06" S/ 47S12'06" O), localizado em 
Iguape, litoral sul doestadodeSão Paulo, em maiode 
2002. 

A amostragem dos hi menópteros parasitóides foi 
realizada utilizando-seo protocolo para a coleta de 
vespasdoprojetoBIOTA/ FAPESP denominado "Ri- 
queza e diversidade de Hymenoptera e Isoptera ao 
longo de um gradiente latitudinal de Mata A ti anti ca 
- a floresta úmida do leste do Brasil", onde foram 
utilizados dois métodos passivos decoleta (armadi- 
lhas de Moericke e de Malaise) e um método ativo 
(varredura da vegetação). Em cada local de coleta 
foram traçadosdoistransectosdeaproximadamente 
1500mdecomprimentodistantesentresi por aproxi- 
madamente 100 m; o pri mei ro no i nterior da mata eo 
segundoemumatrilhadeaproximadamentel,8mde 
largura. 

A varredura da vegetação foi realizada de forma 
aleatória entre o nível do solo e 2,0 m acima dele, 
aproximadamente, com redeentomológica triangular 
descrita por Noyes (1982). Em cada transecto foram 
realizados 15 períodos de varredura da vegetação 
com duração de 5 min, desconsiderando-seo tempo 
necessário para a remoção dos i nsetos e detritos da 
rede, cada ciclo devarredura representou uma amos- 
tra. Nototal foram realizad as 2h30mindevarredura. 
Nos mesmos transectosondese realizou a varredura 
da vegetação foram instaladas as armadilhas de 
M oerickeede M ai ai se. 

Foram instaladas, em cada um dos transectos, 
cinco armadilhas de Malaise, distantes entre si por 
aproximadamentel00m,quepermaneceram em cam- 
po por 2 períodosconsecutivosde72h,obtendo-seum 
total de 20 amostras, o que representa um esforço de 
amostragemde60dias.U ti lizou-secomo conservante 
no frasco coletor álcool etílico a 70%. 



A armadilha de Moericke foi construída com um 
pratodeplásti co amarelodescartávé (Copobrás refe- 
rência PFRY12) de 12 cm de diâmetro por quatro cm 
de profundidade, cheio com solução saturada de 
cloretodesódioacrescidadealgumasgotasdedeter- 
gente comum. Foram instalados em cada um dos 
transectos 10conjuntos,distantesentresi por aproxi- 
madamente 100 m; cada conjunto foi constituído por 
5 armadilhas colocadas ao nível do solo distantes 
entre si por 2 m. Os conjuntos permaneceram em 
campo por tempo idêntico ao das armadilhas de 
Malaise. Cada conjunto representou uma amostra, 
perfazendo um total de 20 amostras ou 60 dias de 
amostragem. 

Os métodos descritos foram utilizados devido a 
indicações na literatura especializada que afirmam 
serem estes eficientes na captura de himenópteros 
parasitóides Hanson & Gauld, 1995; Noyes, 1989; 
Perioto, 1991; Azevedo & Santos, 2000; Azevedo et ai., 
2002). 

Foram incluídasnesteestudotodasasfamíliasda 
sérieParasíticaedasuperfamíliaChrysidoidea;nele 
nãoseincluemasfamíliasdeVespoideaquetambém 
apresentam o hábito parasitóide. Os himenópteros 
parasitóides foram identificados ao nível de família 
segundo Goulet & Huber(1993). O material coletado 
foidepositadonaColeçãoEntomológicadoMuseude 
Zoologia da Universidade de São Paulo (MZSP). 



RESULTADOSE DISCUSSÃO 

Foi amostrado um total de 7.684 exemplares de 
himenópteros parasitóides pertencentes a oito 
superfamíli ase a 26 famílias (Tabelai). Em estudos 
real izados em áreas de M ata Atlântica no Estado do 
Espírito Santo, Azevedo & Santos (2000) e Azevedo et 
ai . (2002)encontraram30e28famíliasdehimenópteros 
parasitóides, respectivamente. Perioto et ai. (2003) 
registraram 23famíl ias para esse bi orna em U batuba, 
Estado de São Paulo. 

No Estado deSão Paulo, em cultivosdealgodãoe 
de soja, Perioto et ai. (2002a,b) encontraram, 22 e 15 
famílias de himenópteros parasitóides, respectiva- 
mente. O número menor de famílias presentes nos 
agroecossistemasrefleteamenordiversidadedei nse- 
tos presentes naqueles cultivos. 

A abundância relativa das superfamílias de 
himenópteros parasitóides coletados no Núcleo 
Grajaúna,RioVerdedaEstaçãoEcológicaJuraa-ltatins 
foi a seguinte: Ichneumonoidea (31,9%/ 2 famílias/ 
2.453 exemplares); Platygastroidea (25,3%/ 2/ 1.945); 
Chalcidoidea (17,8%/ 15/ 1.366); Proctotrupoidea 
(11,3%/ 1/ 868); Ceraphronoidea (7,0%/ 17 535); 
Cynipoidea(3,9%/ V 300),Chrysidoidea(2,6%/ 2/ 199) 
eEvanioidea (0,2%/ 2/ 18). 



Arq. Inst. Biol., São Paulo, v. 72, n.l, p.81-85, jan./ mar., 2005 



Himenópterosparasitóidesda MataAthântica. II. Núcleo Grajaúna, 
Rio Verde da Estação Ecológicajuréia-ltatins, Iguape, SP, Brasil. 83 

Tabelai- Número efreqúênci as relativas de himenópterosparasitóidescoletados através de varredura da vegetação 
no N úcleo Grajaúna, Rio Verdeda Estação Ecológicajuréia-ltatins(24231'06" S/ 47 Q 12'06" O), em Iguape, SP, Brasil, em 
maio de 2002. 



varredura 



Mal ai se 



Moericke 



total 



FRSt 



FRFt 



Ceraphronoidea 

Ceraphronidae 

Chalcidoidea 

Agaonidae 

Aphelinidae 

Chalcididae 

Elasmidae 

Encyrtidae 

Eucharitidae 

Eulophidae 

Eupelmidae 

Eurytomidae 

Mymaridae 

Pteromalidae 

Signiphoridae 

Tanaostigmatidae 

Torymidae 

Tri chogrammati d ae 

Cynipoidea 
Eucoilidae 

Chrysidoidea 

Bethylidae 

Dryinidae 

Evanioidea 

Aulacidae 

Evaniidae 

Ichneumonoidea 

Braconidae 

Ichneumonidae 

Proctotrupoidea 
Diapriidae 

Platygastroidea 

Scelionidae 

Platygasteridae 



419 


19 


97 


535 


6,96 


100,00 


419 


19 


97 


535 


6,96 


100,00 


1.191 


66 


109 


1.366 


17,78 


100,00 


3 






3 


0,04 


0,22 


98 


3 


5 


106 


1,38 


7,76 


25 


4 


1 


30 


0,39 


2,20 




1 




1 


0,01 


0,07 


219 


7 


43 


269 


3,50 


19,69 




1 




1 


0,01 


0,07 


638 


16 


10 


664 


8,64 


48,61 


1 


1 


2 


4 


0,05 


0,29 


17 


1 




18 


0,23 


1,32 


107 


24 


25 


156 


2,03 


11,42 


32 


6 


19 


57 


0,74 


4,17 


7 






7 


0,09 


0,51 






4 


4 


0,05 


0,29 


4 






4 


0,05 


0,29 


40 


2 




42 


0,55 


3,07 


279 


12 


9 


300 


3,90 


100,00 


279 


12 


9 


300 


3,90 


100,00 


101 


89 


9 


199 


2,59 


100,00 


100 


87 


4 


191 


2,49 


95,98 


1 


2 


5 


8 


0,10 


4,02 


7 


11 





18 


0,23 


100,00 




2 




2 


0,03 


11,11 


7 


9 




16 


0,21 


88,89 


1.994 


170 


289 


2.453 


31,92 


100,00 


1.863 


92 


156 


2.111 


27,47 


86,06 


131 


78 


133 


342 


4,45 


13,94 


554 


45 


269 


868 


11,30 


100,00 


554 


45 


269 


868 


11,30 


100,00 


1.547 


57 


341 


1.945 


25,31 


100,00 


1.113 


39 


295 


1.447 


18,83 


74,40 


434 


18 


46 


498 


6,48 


25,60 



Total 



6.092 



469 



1.123 



7.684 



100,00 



FRSt =freqúência relativa dos himenópteros parasitóides em relação ao total coletado. 

FRFt =freqúência relativa das famílias de himenópteros parasitóides em relação ao coletado na superfamília a qual 

pertence. 



A sfamíl i as mai sf reqúentementeamostradas neste 
estudo foram Braconidae (27,5% do total de 
himenópteros parasitóides coletados), Scelionidae 
(18,8%), Diapriidae (11,3%), Eulophidae (8,6%), 
Ceraphronidae (7,0%), Platygastridae (6,5%), 
Ichneumonidae (4,5%), Figitidae (3,9%), Encyrtidae 
(3,5%), Bethylidae (2,5%) e Mymaridae (2,0%). Con- 



juntamente, estas famílias representaram 96,1% do 
total de himenópteros capturados e as 15 restantes 
apresentaram frequências relati vas menor que 2,0% 
(Tabela 1). 

Foramcoletadoshimenópterosparasitóidesdel5 
famílias de Chalcidoidea, com destaque para 
Eulophidae, Encyrtidae, Mymaridae, Aphéinidae, 



Arq. Inst. Biol., São Paulo, v. 72, n.l, p. 81-85, jan./ mar., 2005 



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N.W. Periotoet ai. 



PteromalidaeeChalcididaeque, em conjunto, repre- 
sentaram 96,9%dototaldehimenópterosparasitóides 
pertencentes àquela superfamília; as nove famílias 
restantes apresentaram frequências relativas meno- 
res que2,0%. Dentre osChalcidoidea, os Eulophidae 
foram os mais abundantes (48,6% do total de 
calcidóideos e 8,6% do total de himenópteros 
parasitóides). 

Azevedo & Santos(2000) relataram queas famílias 
Aulacidae (Evanioidea) e Tanaostigmatidae 
(Chalcidoidea) são raramente encontradas em 
amostragens defauna dehi menópteros parasitóides 
e, consequentemente, em coleções. Exemplares de 
estudo, através de armadilhas de Malaise e de 
Moericke, respectivamente. 

Oito superfamíliase22famíliasdehi menópteros 
parasitóides (6.092 exemplares/ 79,3% do total de 
hi menópteros coletados) foram capturadaspormao 
davarreduradavegetação(bosque+trilha);omesmo 
númerodesuperfamíliasefamílias(469/ 6,l%)ofoi 
através do uso de armadilhas de Malaise. As famí- 
lias A gaonidae, SigniphoridaeeTorymidae foram 
captu rad as apenas quandodavarredurada vegeta- 
çãoeElasmidae, EucharitidaeeAulacidaeo foram 
apenas com o uso de armadilhas de Malaise. As 
famílias Eurytomidae, Trichogrammatidae e 
Evaniidaenãoforam capturadas com armadilhasde 
M oericke(bosque-rtrilha) quecoletaram 1.123 exem- 
plares (14,6%) pertencentes a 7 superfamílias e 17 
famílias. 

Os resultados para as superfamílias coletadas 
estão expressos na Tabela 2. De forma geral, a var- 
redura da vegetação foi responsável pelo maior nú- 
merodeexemplarescoletados,seguidapelasarmadi- 
Ihas de Moericke e de Malaise, exceto para as 
superfamílias Chrysidoideae Evanioidea. 



N as coletas realizadas por meio da varredura da 
vegetação (Fig. 1) obteve-se, tanto no bosque quanto 
na tri I ha, em méd ia 18 famíl ias/ amostragem; a acu- 
mulação defamíl ias atingiu a 20 (100% das famílias 
amostradas) na sétima amostragem. A varredura 
(bosque+trilha) capturou 40,6 himenópteros 
parasitóides/ minuto devarredura da vegetação, va- 
lor superior àquele encontrado por Azevedo et ai. 
(2002) em coletas realizadas em uma área de Mata 
Atlântica em Vitória, ES, (20,7 exemplares/ min) e 
próximo ao encontrado por Perioto et ai. (2003) em 
Ubatuba,SP,(48exemplares/ min.).Quandoconside- 
rada isoladamente, a coleta realizada na trilha teve 
valorquaseduasvezesmaior(4.018exemplares-53,6 
exemplares/ min.) que aquela realizada no bosque 
(2.074exemplares- 27,6 exemplares/ min.). 

varredura 



?1 



E 



1.1 




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Tabela2-Porcentagemdesuperfamíliasdehimenópteros 
parasitóides coletados por método de amostragem (var- 
reduraearmadilhasdeMalaiseedeMoericke)noNúdeo 
Grajaúna, Rio Verde da Estação Ecológica Juréia-ltatins 
(24 S 31'06"S/ 47 Q 12'06"O),emlguape,SP,Brasil,emmaio 
de 2002. 



superfamília 



% 





varredura 


Malaise 


Moericke 


Ceraphronoidea 


78,3 


36 


18,1 


Chalcidoidea 


87,2 


4,8 


8,0 


Cynipoidea 


93,0 


4,0 


3,0 


Chrysidoidea 


50,8 


44,7 


4,5 


Evanioidea 


38,9 


61,1 


0,0 


Ichneumonoidea 


81,3 


6,9 


11,8 


Proctotrupoidea 


63,8 


5,2 


31,0 


Platygastroidea 


79,5 


2,9 


17,5 



= "J 

■E "- 

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Moericke 




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~ 1 1 1 1 1 1 1 1 

|t»ri!Bí (ice amosvag em 

Figs. 1-3. Curva de cumulação enumero de famílias de 
himenópteros parasitóides capturados no Núcleo 
Grajaúna/ Rio Verdeda Estação Ecológicajuréa-ltatins, 
em Iguape(SP), em maio de 2002. 1. varredura da vege- 
tação; 2. armad i I ha d e M ai ai se; 3. armad i I ha d e M oeri cke. 



Arq. Inst. Biol., São Paulo, v. 72, n.l, p.81-85, jan./ mar., 2005 



Himenópterosparasitóidesda MataAthântica. II. Núcleo Grajaúna, 
Rio Verde da Estação Ecológicajuréia-ltatins, Iguape, SP, Brasil. 



85 



Ascoletas realizadas com armad ilhas de M ai aise 
(Fig. 2) no bosque capturaram 217 exemplares e, em 
média, 14 famílias/ amostragem; a acumulação de 
famílias atingiu a 15 (88,2%dasfamíl ias amostradas) 
na sexta amostragem e a 17 (100%) na última 
amostragem. N atri I haobteve-se252exemplarese, em 
média, 15 famílias/ amostragem; a acumulação de 
f amí I i as ati ngi u a 17 (85% das famíl i as amostradas) 
na sexta amostragem e a 20 (100%) na décima 
amostragem. 

A média defamílias coletadas através das arma- 
dilhas de M oericke (Fig. 3) no bosque (526 exempl a- 
res)foi delOfamílias/ amostragem; a acumulação de 
famílias alcançou a 11 (91,7% das famílias 
amostradas) na nona amostragem e atingiu a 12 
(100%) na décima segunda amostragem. Na trilha 
(597 exempl ares) foram obtidas, em média, 15 famíli- 
as/ amostragem, valor obtido na oitava amostragem 
eo máximo (17 famíl ias) na nona amostragem. 

As diferenças entre o número de parasitóides 
coletados no bosque e na tri I ha, considerando-se os 
três métodos de coletas utilizados, corroboram os 
achados de N oyes (1989) que, com os mesmos méto- 
dos decoleta aqui utilizados, capturou 66,1% dos 
parasitóidesnatrilha,enquantoque33,9%oforamno 
bosque; tais valores são bastante próxi mos aos obti- 
dos nesteestudo: 63,3%e36,7%, respectivamente. Tal 
fato pode ser explicado pelo fato de os parasitóides 
uti I izaremastri I hascomo "corredoresdevôo" . H an93n 
& Gauld (1995), ao se referi r a amostragens real izadas 
com armadilhas de Mal ai se na Costa Rica afirmou 
queadiversidadedehimenópteroscoletadosau men- 
ta grandemente quando as armadilhas são instala- 
das nas bordas ou clareiras da floresta. 

O fatodea varredura da vegetação ser um método 
ativo de coleta e a ocorrência de chuvas intensas e 
frequentes durante boa parte do período de coletas 
podem ter sidoresponsáveisporaquelemétodohaver 
capturado quase 80% do total de himenópteros 
parasitóides, em detri mento aos métodos passivosde 
coleta utilizados. 



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Recebido em 28/ 2/ 05 
Acato em 29/ 3/ 05 



Arq. Inst. Biol., São Paulo, v. 72, n.l, p. 81-85, jan./ mar., 2005